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sábado, 29 de novembro de 2014

Ações de reverência e o ensino do respeito

   Ontem eu participei de uma cerimônia para receber meu certificado de Capelã e neste evento teve a entrega de honras e méritos a doutores da lei. Foi um ato solene muito bonito, onde estava presente o dr. Valter Mello de Vargas, presidente da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz da ONU e alguns companheiros dele - que são militares, comandantes etc -. Na entrega de suas honrarias observei a continência que faziam para seu superior, achei isto muito bonito e me veio à mente a falta que um ato de reverência faz à nossa sociedade.
   Ao prestar a continência demonstram o respeito que possuem por seus superiores e isso me leva a pensar o quanto tal ato contribui para que sejam pessoas honestas e que valorizem os que são dignos disso.
   Quase não se vê mais as crianças pedindo a benção aos avós, pais e tios. Como exigir que respeitem os de mais idade? Muitas vezes o que se observa são os pais/adultos discutindo com crianças/adolescentes. Quando eu era criança, se fizesse isso, na certa apanhava e hoje observa-se este desrespeito com as pessoas de idade mais avançada... Ah, mas não pode bater em crianças né?! Não precisa, um olhar ou uma palavra de autoridade que venha dos pais, já faz a criança temer.
   Nas escolas, os alunos não sabem nem cantar o hino nacional, quanto mais se reverenciarem para fazê-lo (algo que também observei lá ontem; para tal ação muitos nem a mão no peito colocam mais), como cobrar isso de uma criança? Em muitas instituições nem se canta mais o hino semanalmente (fica a dúvida se é uma questão Municipal), mas sei que na cidade onde moro muitas escolas não fazem mais isso... Sinto falta das poucas marchas que participei nos Setes de Setembro. E por que não dizer dos próprios funcionários que não respeitam seus colegas e juntam-se em rodinhas para falar mal destes? Como ensinar a compaixão, respeito e tolerância sem ao menos o praticarem?
   Talvez seja sim ideologia de uma pessoa com princípios antigos, mas penso que o que está faltando é nas escolas cantar o hino nacional no minimo semanalmente e porque não dizer diariamente como dantes? É claro que não posso dizer que não havia violência no mundo, mas havia sim mais respeito. Os mais velhos precisam se dar ao respeito e pode ser este o momento de colocarmos nossos alunos em contato com ações como as que vi ontem, para que vivenciem a importância de tal atitude. Não é algo que faz parte do cotidiano deles, mas a violência também não o deve ser. E antes de qualquer uma destas coisas, que os profissionais pratiquem o respeito para que possam verdadeiramente ensinar as crianças a viverem isto.
   

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

EDUCAÇÃO: O papel dos pais na vida dos filhos

Diante de meu cotidiano profissional e no convívio social que tenho, já pude observar muitas ações dos pais em que prejudicam ora o desenvolvimento das crianças, ora a base educacional dos mesmos. É bem verdade que a mídia, a época que vivemos tem forte influência na vida das crianças. Porém, quem tem maior influência na vida de Seu filho é você pai/mãe.
É bem verdade também que com a inserção da mulher no mercado de trabalho a vida ficou corrida; na era capitalista que vivemos os homens dedicam muito de seu tempo ao trabalho. Mas, pais, o seu filho precisa de atenção; um tempo para auxiliá-lo no dever de casa, para ouvi-lo dizer como foi o dia na escola. Não apenas ouvi-lo, mas sentar, olhar nos olhos dele e ouvir como foi o dia, aconselhá-lo no que for necessário... Se você não for pai/mãe amigo, como querer que seu filho seja?
São muitas as queixas do pais hoje em relação ao comportamento de seus filhos e quero deixar algumas dicas hoje.
. Discutir com seu filho nunca será a solução, e sim a destruição, sempre. Se ele te responde, o ideal é você (maior autoridade da casa) silenciar-se, esperar, respirar fundo e quando o nervosismo abaixar conversar. Você deve falar e ser ordem. Em minha casa, as decisões de minha mãe sempre foram regidas e obedecidas. E sempre funcionou muito bem! Meu pai eu não conheci, pois faleceu quando eu tinha um mês de vida. Mas quando minha mãe falava, estava falado! Podia emburrar, mas responder e discutir, haha. Se acontecesse, o pau descia. Para quem tem filho pequenos, com no máximo quatro anos, aproveite e tenha postura frente as suas decisões, mostre a seu filhos que a sua palavra é uma ordem e você não é amigos
Seu filho tem que te respeitar, não ter medo de você! Mas se você não impõe respeito, ele não terá mesmo! Do que se tem medo queremos distância. A quem temos respeito, admiramos, damos atenção e nos submetemos as ordens. O que preferes?
. Alguns limites, regras, é mais do que essencial. Se você deixa seu filho de quatro, cinco, treze anos fazer tudo o que lhe pede; cuidado, com dezoito ele vai gritar/mandar em você! E é bom ressaltar isto. Se sua primeira palavra foi NÃO, não mude-a caso seu filho insista. A primeira palavra é a que permanece. Se ceder uma vez, ele entenderá que insistindo sempre conquistará o que deseja.
. Evite o máximo possível o envolvimento de seu filho com desenhos de cunho violento. As crianças muitas vezes até sem perceber, trazem para o seu cotidiano aquilo que observam nos desenhos animados/filmes etc. E depois se torna difícil para elas se livrar de atos violentos. Mas se não for possível evitar isso, tente pelo menos sentar com seu filho e discutir com ele, para se tornar fácil a assimilação do que é bom ou não nesses desenhos. O que é ou não conveniente!
. Tente fazer com que em sua casa o pai e a mãe falem a mesma língua. Se o modo de pensar de um é divergente do outro, bom é que entrem em um acordo para estabelecer a regra ao filho. Para que não confunda a cabeça deste quando pequeno.
. E a última é especialmente para as mamães: Mãe, se o pai fala e o filho obedece. Ou seja, se a palavra dele é uma ordem, a sua também deve ser. Nada de você passar sempre a "bola" para o pai. Como já observei muitas falarem: "Quando chegar em casa, vou falar pro teu pai que você não me obedeceu" "Seu pai vai te bater quando souber disso" "Quando seu pai chegar em casa, vou falar o que você fez". Por favor, né?! Você é a mãe, tem toda a autoridade sobre o filho, assim como o pai também tem. Nenhum tem mais que o outro.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que é BULLYING? Será que é isso mesmo?

Inúmeras vezes contemplei pessoas dizendo - crianças principalmente - que foram/são alvo de Bullying. No entanto, devido toda repercussão que esse tema obteve na mídia alguns anos e talvez não tenha sido literalmente explicado, muitos confundem um ato de brincadeira com Bullying.
Eu posso afirmar isto, pois sou Pedagoga e várias vezes crianças estavam sendo motivo de chacota por algo e diziam: "Tia, fulano tá rindo de mim. Isso é Bullying”.
Aí eu perguntava: Todos os dias ele faz isso com você?
A criança respondia: Não!
Eu indagava: E você, como se sente quando ele ri? Fica triste?
Ela respondia: Não, eu nem ligo.
E por fim eu afirmava. Então isso não é Bullying!
Percebemos que qualquer ação de falar mal ou colocar apelido em alguém já é Bullying. Há pequenas distorções no significado desta terminologia. Só pode ser considerado Bullying quando a agressão, seja ela verbal ou física, deixa a vítima (receptora das agressões) constrangida, incomodada. E quando o agressor, aquele que pratica a violência, se diverte. Para ser considerado Bullying é necessário também que as agressões sejam repetitivas, aconteça diariamente.
Ana Beatriz Silva, em seu livro Mentes perigosas na escola, Bullying. Designa desta maneira.
Bully: indivíduo valentão, tirano, mandão, brigão. Já a expressão bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica, de caráter intencional e repetitivo, praticado por um bully (agressor) contra uma ou mais vítimas que se encontra, impossibilitadas de se defender.
Dicionário da Língua Portuguesa indica a palavra buli como:
Equivalente a mexer com, tocar, causa incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros.
Na maior parte dos casos, as agressões são realizadas na ausência de adultos e por sentirem-se completamente ameaçadas, as vítimas não recorrem a ninguém. O que pode contribuir para multiplicação dos atos de Bullying, como também para que a vítima se reprima e no futuro possa tornar-se uma pessoa inibida.

Considerando-se que a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos, que grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida, pode-se entender por que professores e pais têm pouca percepção do bullying, subestimam a sua prevalência e atuam de forma insuficiente para a redução e interrupção dessas situações (NETO, 2005, p. 166).

O ideal seria que esse fenômeno fosse banido das instituições escolares, através do olhar múltiplo dos professores, da equipe escolar e com auxílio dos pais. Porém, é bem sabido que não depende apenas deles, mas da coragem da vítima em desvendar os acontecimentos. Igualmente esperado, não é certeza que isto venha acontecer.
No entanto, compreender inteiramente o significado do termo Bullying já é um grande passo. Comparar as agressões seria como eliminar as suspeitas de uma gripe H1N1 quando os sintomas do adoentado são apenas de uma simples gripo ou até mesmo de um resfriado.
Exemplo de Bullying:
A menina usava óculo e era nariguda. Além disso, era também muito tímida.
Todos os dias quando chegava à escola, sentava-se em uma das ultimas fileiras da sala de aula.
Quando sua professora saia para resolver alguma coisa, a menina via um colega de sua classe juntamente com outros amigos dele olhando-a e rindo. Muitas destas vezes o ouvia chamando-a de pica-pau e de quatro olho.
Ela não contava isto para ninguém, mas sentia-se muito triste. Por ser inibida, não conseguia fazer muitos amigos e sempre achava que por não ter alto padrão de beleza, jamais conquistaria coisas boas na vida.
Os anos foram passando e sempre que via alguém olhando para ela e rindo (com ar de deboche), pensava que era dela e lembrava-se dos colegas de escola zombando.
Mas a menina cresceu, tornou-se adulta e compreendeu que a beleza não está no exterior e sim no interior das pessoas; em sua simplicidade, amor e respeito ao próximo.

A menina citada no texto superou as humilhações. Mas não é garantido êxito em todos os casos. Muitos se tornam escravos da desmotivação. Por isso, se você perceber que alguém esta praticando ou sendo alvo de bullying combata-o. Dê sua parcela na construção dos valores de nossa sociedade!